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CIRURGIAS CORPORAIS

LIPOASPIRAÇÃO

A cirurgia de lipoaspiração é um procedimento que retira a gordura localizada, através de uma cânula, com o propósito de harmonizar o contorno corporal e melhorar a silhueta do corpo. Melhor indicada para áreas de gorduras localizadas, que não diminuem com exercício e dieta. Pode ser realizada em várias regiões do corpo como abdome, cintura, dorso, culotes, coxas, face interna dos joelhos, braços e submento (papada). O procedimento pode ser realizado em homens e mulheres e melhora muito a aparência na região tratada. 

 

O corpo da paciente é demarcado (desenhado) antes da cirurgia e o procedimento cirúrgico pode durar até 5 horas dependendo da área e quantidade de gordura a ser lipoaspirada. Procedimentos combinados com a lipoaspiração tendem a ter um tempo cirúrgico maior. As cicatrizes da cirurgia são pequenas e realizadas em áreas escondidas, como por exemplo: sob o traje íntimo, pregas da peleou dentro do umbigo. Se realizada a lipoaspiração exclusivamente, dependendo da área operada, é possível retornar ao trabalho em 5 a 7 dias. Terminada a cirurgia, coloca-se a cinta compressiva para evitar a formação excessiva de edema (inchaço). A cinta compressiva deve ser utilizada continuamente nos primeiros 30 dias (retirada apenas para o banho) e por 12 horas no segundo mês após a cirurgia.

 

Uma variante da lipoaspiração é a lipoescultura: além dos procedimentos usuais da lipoaspiração, realiza-se a colocação da gordura retirada da própria paciente em outras regiões (lipoenxertia). Na lipoescultura o cirurgião não só remove os excessos de gordura de uma região, como também reutiliza essa gordura para harmonizar o contorno corporal, preenchendo áreas que necessitam de maior volume. As regiões mais frequentemente lipoenxertadas são: a glútea (nádegas), depressões localizadas, sulcos da face (sulco nasogeniano) e lábios.

 

A paciente deve ser lembrada que a lipoaspiração não é uma cirurgia para emagrecimento ou perda de peso. O inchaço é comum no primeiro mês pós-operatório e os resultados finais serão vistos com 6 meses.

 

ABDOMINOPLASTIA

A abdominoplastia ou dermolipectomia abdominal, é um procedimento que visa principalmente remover o excesso de pele apresentado na região abaixo da cicatriz umbilical. É indicado para pacientes com flacidez de pele abdominal, geralmente mulheres após gestações ou pessoas que sofreram perda de peso acentuada (após cirurgia bariátrica ou não). Apesar de uma grande quantidade de gordura ser removida com a cirurgia, temos que lembrar que o objetivo principal é a remoção da pele excedente e não a perda de gordura. Para a remoção desta, podemos associar a lipoaspiração. A abdominoplastia pode ter três variações: abdominoplastia clássica, lipoabdominoplastia e mini-abdominoplastia.

 

A abdominoplastia clássica é uma das cirurgias mais realizadas na prática clínica e visa a correção da flacidez de toda a parede abdominal, isso se consegue através da plicatura (embricamento com pontos) da musculatura e retirada de um fuso de pele e tecido gorduroso na região inferior do abdome. A cicatriz resultante é uma linha horizontal, escondida abaixo da roupa íntima, e ao redor do umbigo. Sua extensão varia conforme a quantidade de pele a ser retirada. Quanto mais pele precisar sair, maior a cicatriz. Como a pele retirada vai da implantação dos pelos pubianos até o umbigo, as estrias que se encontram abaixo do umbigo saem com a cirurgia. Em alguns casos se faz necessária uma pequena cicatriz vertical na linha média associada aquela horizontal.

 

A lipoabdominoplastia é uma técnica na qual realiza-se a lipoaspiraçãode todo o abdômen antes de realizar a plicatura dos músculos e a retirada do fuso de pele. 

 

Uma outra variação da abdominoplastia é a mini-abdominoplastia, técnica aplicada quando a cicatriz umbilical está posicionada mais “alta” no abdome. Essa corrige a flacidez dos músculos abdominais e remove um fuso de pele menor que o da abdominoplastia clássica. A cicatriz resultante também é menor.  

 

No período pós-operatório é recomendado que a paciente ande curvada para frente, para evitar tração na cicatriz recém suturada. Os drenos abdominais normalmente são retirados dentro de 14 dias. O uso de cinta modeladora é recomendado de 2 a 6 meses, assim como o uso de roupas leves e que não apertem nas primeiras semanas. 

 

A drenagem linfática ajuda a reduzir o edema e as equimoses (manchas roxas), além de muitas pacientes relatarem uma sensação de bem estar após a sessão. Enquanto houver equimoses, mesmo que antigas, não deve haver exposição ao sol. A cicatriz não deve ser exposta ao sol por um período de 6 meses.

 
 

A cirurgia de próteses de mamas, ou mamoplastia de aumento, está indicada para pacientes com hipomastia (mamas pequenas) e para aquelas pacientes que perderam forma e volume mamário após gestação e amamentação, porém sem grande flacidez na pele da mama. Utiliza-se próteses de mama de gel de silicone coeso e com invólucro texturizado. A colocação do implante pode ser acima ou abaixo do músculo peitoral e essa escolha depende da constituição física de cada mulher e do resultado esperado.

O tipo de anestesia é geral e a paciente normalmente é operada em um dia e tem alta hospitalar no dia seguinte. 

Trata-se de um pós-operatório de pouca dor e pouco inchaço, sendo uma das mais rápidas recuperações na cirurgia plástica. A paciente não deve movimentar os braços acima do cotovelo e não dirigir por no mínimo 15 dias. O resultado final de volume e contorno das mamas leva cerca de 3 a 6 meses.

PRÓTESES DE MAMAS

 

MAMOPLASTIA E MASTOPEXIA

O termo mamoplastia se refere a cirurgia plástica das mamas, em amplo aspecto, mas essa palavra muitas vezes se refere a cirurgia de redução mamária. Já a palavra mastopexia refere-se a elevação das mamas (retirada de excesso de pele, com ou sem inclusão de próteses de mama).

A mamoplastia redutora é um procedimento cirúrgico que se destina a reduzir o tamanho e melhorar a forma das mamas. Em geral, as mulheres candidatas a este procedimento apresentam sintomas físicos relacionados com o peso (dores nas costas e dores no pescoço), volume e assimetrias nas suas mamas. Essa cirurgia é realizada com anestesia geral. As incisões (cicatrizes) variam, dependendo do tamanho prévio e tamanho que elas ficarão após o procedimento. É feita uma incisão ao redor da aréola, acompanhada por uma incisão vertical abaixo dela, com ou sem incisão horizontal feita na dobra abaixo da mama (mamoplastia vertical ou em T invertido). Exercícios físicos são desaconselhados até 4 semanas após a cirurgia.

A mastopexia é a cirurgia para correção de mamas flácidas e caídas, e pode ser associada a colocação de implante de silicone quando necessário, para volume e um colo mais bonito. Nesse procedimento, realiza-se tanto a retirada de pele excedente como a melhora e simetrizacão das aréolas e elevação das mamas. A anestesia é geral e a paciente tem alta hospitalar normalmente no dia seguinte da cirurgia. Salvo complicações, a paciente pode voltar ao trabalho em duas semanas ou mais e pode retomar atividades mais exigentes após um mês. Nos primeiros 15 dias é importante limitar as atividades com as mãos e braços. O processo de cicatrização (mudanças na cor e tamanho das cicatrizes) pode levar de vários meses a um ano.  

 

GINECOMASTIA

A Ginecomastia é a cirurgia para correção do excesso de tecido mamário e gorduroso no sexo masculino. Esse quadro pode surgir a partir do ganho de peso , na adolescência, em idosos e por alterações hormonais. Essa hipertrofia das mamas no homem causa grande incômodo e dificuldade social, sobretudo para os adolescentes, que muitas vezes não conseguem ficar sem a camiseta ou usar traje de banho perante os amigos.

O procedimento realizado é a retirada do excesso de glândula mamária, a partir de uma incisão ao redor da aréola, em sua porção inferior. Essa cicatriz fica praticamente inaparente após concluídas todas as etapas da cicatrização. Se a necessidade de retirada de pele for maior, realiza-se uma cicatriz mais estendida. Muitas vezes associamos a lipoaspiração da região para um melhor resultado, principalmente nos pacientes que apresentam grande componente gorduroso. Nesses casos, muitas vezes é necessário o uso de drenos, para evitar o acúmulo líquidos nas mamas.

No pós-operatório o paciente deve usar malha elástica compressiva na região do tórax por pelo menos 1 mês, e manter-se afastado de atividades físicas pelo mesmo período. Pode-se realizar drenagem linfática para acelerar a melhora do inchaço local. 

 

A grande perda de peso e o envelhecimento resultam em um excedente de pele na região dos braços, que só pode ser corrigido com a dermolipectomia. Essa queixa estética e funcional se tornou muito comum após o aumento do número de cirurgias bariátricas. O excesso pode ocorrer também após grandes perdas de peso por dieta e exercícios.

A cirurgia consiste em retirar o excesso de pele, removendo-se pouca ou quase nenhuma gordura. Quando houver excesso de gordura, pode-se realizar uma lipoapiração prévia ou simultaneamente, a depender da necessidade de cada paciente. A cirurgia dura de 1 a 2 horas e é realizada habitualmente com anestesia geral. A cicatriz é colocada na parte interna do braço e não pode ser considerada uma cicatriz discreta, já que muitas vezes precisa atingir a região do cotovelo para melhor contorno do braço. O uso de malhas compressivas específicas é fundamental no pós operatório para conter o edema (inchaço) local.

RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA

A reconstrução da mama é normalmente realizada após mastectomias, quadrantectomias ou segmentectomias de mamas afetadas pelo câncer. Essa reconstrução é conseguida através de várias técnicas de cirurgia plástica que tentam restaurar a mama considerando-se a forma, a aparência e o tamanho após a mastectomia e são muito específicas para cada caso. As vezes são necessárias mais de uma cirurgia para melhor simetrização. Outras vezes pode-se utilizar um expansor aloplástico antes da troca definitiva para a prótese de silicone. E, na maioria das vezes, quando o tumor é em uma mama apenas, realiza-se a pexia da mama contralateral para melhor simetria intermamária. Ademais, redução de mama, pexia ou aumento de mama podem ser recomendados para a mama oposta para melhorar a simetria de ambas as mamas. Em casos de mastectomia total, pode-se ainda necessitar de retalhos para reconstruir a mama, como o retalho de músculo grande dorsal (das costas) ou o retalho TRAM (do abdome), por exemplo.

A mama reconstruída não terá a mesma sensibilidade que a mama que substitui e as cicatrizes são visíveis e estarão sempre presentes na mama, apesar do cirurgião plástico sempre se esforçar para minimiza-las. As cirurgias visam prover mamas relativamente naturais e simétricas, porém a mama reconstruída nunca será igual a mama que foi removida.

Uma nova mama pode melhorar radicalmente sua autoestima, autoconfiança e qualidade de vida e é um procedimento física e emocionalmente gratificante para uma mulher que perdeu a mama devido ao câncer ou a outra situação.